Oncologia Clínica Florianópolis

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Vacina contra o câncer

A vacina quadrivalente contra o HPV

ANVISA APROVA A PRIMEIRA E ÚNICA VACINA QUADRIVALENTE CONTRA O CÂNCER

Matéria publicada no Jornal da Sociedade Brasileira de Cancerologia - nº 59/2006

A vacina quadrivalente contra o HPV (papilomavírus humano) tipos 6, 11, 16 e 18, internacionalmente conhecida como Gardasil, acaba de ser licenciada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).  A vacina, que será comercializada pela Merck Sharp & Dohme (subsidiária brasileira da Merck & Co.), foi aprovada no Brasil para a prevenção de câncer de ciki di útero, pré-cânceres cervicais (neoplasias intra-epiteliais cervicais [CIN] 2/3 e adenocarcinoma in situ [AIS] e pré-cânceres vulvares e vaginais (neoplasias intra-epiteliais vulvares [VIN] e vaginais [VaIN] 2/3) causados pelos tipos 16 e 18; verrugas genitais e lesões cervicais de baixo grau causadas pelos tipos 6, 11, 16 e 18.

Meninas e mulheres de 9 e 26 anos de idade, faixa etária para a qual a vacina foi aprovada no Brasil, contam com mais uma arma, além do exame de papanicolau contra o HPV, vírus responsável por mais de 95% dos casos de câncer de colo do útero, o terceiro tipo de câncer mais comum no país atrás apenas do câncer de pele (não melanoma) e do câncer de mama.

SOBRE A DOENÇA POR HPV

Entre homens e mulheres, em todo o mundo, cerca de 630 milhões de pessoas estão infectadas por HPV.  A transmissão do vírus é feita basicamente por meio de contato sexual e a maioria das infecções desaparece sem tratamento. Dentre os casos diagnosticados de câncer do colo do útero, entretanto, 99,7% estão relacionados a uma infecção que a mulher teve por HPV no passado.

Quando infectadas por determinadaos tipos de HPV de alto risco (como os tipos 16 e 18), se não reconhecidos e não tratados, as mulheres podem causar cânceres cervicais, vaginais e vulvares; homens podem desenvolver câncer de pênis ou ânus. Além disso, outros tipos de HPV podem levar a verrugas genitais, que acometem cerca de 32 milhões pessoas a cada ano em todo o mundo.

SOBRE OS ESTUDOS CLÍNICOS

A eficácia da vacina quadrivalente contra o HPV (tipos 6, 11, 16 e 18) foi avaliada em quatro estudos clínicos controlados com placebo, duplo-cegos, randômicos, fases II e III, que avaliaram 20.541 mulhres, em 33 países, com idade entre 16 e 26 anos. No Brasil, a vacina foi estudada em 15 centros e envolveu 20 investigadores e mais de 3.400 pacientes. Todas as participantes do estudo foram acompanhadas durante até cinco anos após o início das pesquisas. Esses estudos demonstraram, 100% de eficácia na prevenção de cânceres cervicais, pré-cânceres vulvares e vaginais relacionados com HPV 16 e 18 em mulheres que não haviam sido expostas a esses tipos de HPV, 95 % de eficácia na prevenção de displasias cervicais de baixo grau (lesões de baixo grau) e pré-cânceres causados por HPV tipos 6, 11, 16 ou 18, 99% de eficácia nos casos verrugas genitais causadas por HPV tipos 6 ou 11.

Embora não possa alterar o desenvolvimento de uma infecção já presente, estes estudos também indicaram que mulhres previamente infectadas com um ou mais tipos de HPV contidos na vacina também são protegidas contra as doenças clínicas causadas pelos demais tipos combatidos pela vacina (por exemplo: uma mulher que já esteja infectada pelo HPV 16, se for vacinada, poderá obter proteção contra os tipos 6, 11 e 18).

Em todos os estudos clínicos, a vacina foi em geral bem tolerada e poucas participantes (0,1%) saíram do estudo por causa de eventos adversos (efeitos colaterais). Os efeitos colaterais mais comum foram: dor no local da aplicação (83,9% versus 75,4% com placebo), inchaço no local da aplicação (25,4% versus 15,8%), eritema no local da aplicação (24,6% versus 18,4%), febre (10,3% versus 8,6%), e prurido no local da aplicação (3,1% versus 2,8%). A maior parte das reações no local da injeção foi informada como de intensidade leve a moderada.

Ainda estão em andamento estudos para avaliar a eficácia da vacina em homens de 16 a 26 anos de idade e mulheres de 27 a 45 anos.

 
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