Oncologia Clínica Florianópolis

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Causas do Câncer

Pesquisas demonstram que dois terços dos cânceres estão ligados a hábitos comportamentais e a fatores externos, como o sol
Por Roberta Viganó

Fim de ano, verão, sol e praia. Hora de se bronzear e exibir uma cor bonita e saudável. Porém, tomar sol exige certos cuidados.Afinal,os raios solares ganharam maior penetração sobre a Terra com a destruição de parte da camada de ozônio. Até aqui, nenhuma novidade. Mas ainda há aqueles que ignoram o uso de filtros solares com bloqueio aos raios ultravioleta e o melhor horário para exposição ao sol. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer - INCA - , o câncer de pele é o tipo mais freqüente no Brasil e corresponde a 25% dos tumores diagnosticados em todas as regiões geográficas.Como mais de 50% da população brasileira têm a pele clara e se expõem ao sol sem muito cuidado,nada mais previsível do que essa alta ocorrência por aqui.

Filtros Solares ? ?Só comprar o bloqueador solar e passar uma vez antes da exposição também não é garantia de proteção. Em primeiro lugar, certifique-se que o produto oferece proteção aos raios UV-B e UV-A, que tenha FPS - Fator de Proteção Solar - de 15 a 30 (os acima disso oferecem uma proteção adicional de 5 a 7%, o que não quer dizer que um fator 60 proteja duas vezes mais do que o de 30) e que seja livre de PABA (ácido paraminobenzóico), uma substância que pode provocar alergias em pessoas mais sensíveis?, aconselha o dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) Francisco Le Voci.

Depois, deve-se lembrar que o uso do filtro solar não permite a exposição ao sol por tempo indeterminado e que seu real fator de proteção (FPS) varia conforme a aplicação, a freqüência, a transpiração e as entradas na água. Para não errar, alerta o dermatologista, ?passe o protetor pelo corpo todo meia hora antes da exposição solar e reaplique-o duas horas depois ou após nadar, suar e secar-se com a toalha?. E como o usar a loção não quer dizer que as pessoas estão 100% protegidas, não dispense o boné ou chapéu, os óculos escuros, camiseta e a sombra, principalmente nos horários entre 10 e 15 horas.

Uso diário - 70% dos cânceres de pele estão relacionados ao rosto, o que prova não ser apenas o sol que se pega durante exposições em praia ou piscina o vilão. ?Diariamente, deve-se usar filtro solar em regiões expostas, como rosto, colo e mãos. Na face, aconselha-se aplicar um produto em gel ou loção, e não creme, para não aumentar a oleosidade?, explica Dr. Francisco Le Voci.

Hoje em dia, com os buracos da camada de ozônio, os raios UV-A e UV-B chegam à Terra sob um ângulo mais perpendicular,o que intensifica a sua ação.O UV-A, inclusive, incide ao longo do dia e está relacionado ao pior tipo de câncer de pele,o melanoma.Assim,não são apenas os horários críticos, das 10h às 15h, a apresentar risco durante a exposição.Além disso, os raios UV-C também passaram a incidir sobre a Terra, o que aumenta o aparecimento de lesões na pele.

?Sempre que notar uma lesão, pinta, maior ou disforme, procure o dermatologista. Praticamente 100% dos casos diagnosticados precocemente são curáveis?, afirma.

Vale lembrar que foi comprovada a ação cumulativa da exposição ao sol.Portanto, o cuidado com a pele deve ser tomado desde a infância. Deve-se usar filtro solar a partir dos 6 meses de vida, antes disso as substâncias podem provocar alergia nos bebês.

Fatores cancerígenos ? Tomar sol sem cuidado e em excesso não é o único hábito a causar câncer. O National Cancer Institute, dos Estados Unidos, aponta que até 90% dos cânceres estão relacionados ao estilo de vida da população e à degradação do meio ambiente. No topo da lista disputam o tabaco (causador de 30% de todos os tumores malignos) e a má alimentação (de 30% a 35%).

O fumo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão e por 30% das mortes por câncer, como os de boca, laringe, faringe, esôfago, rim, pâncreas, bexiga e colo do útero.Segundo o Dr. Marcus Valério Frohe de Oliveira,chefe substituto da Divisão do Controle de Tabagismo do INCA,o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Estima-se que um terço da população mundial adulta seja fumante, o que representa, aproximadamente, 47% de todos os homens e 12% das mulheres no mundo. No Brasil, de acordo com o inquérito realizado pelo Ministério da Saúde em 2002-2003, 18,8% da população é fumante. Fuma-se mais na região Sul, sendo Porto Alegre a detentora dos maiores índices de casos e mortes por câncer de pulmão do país.

Álcool e cigarro - ?Ao fumar, uma pessoa ingere mais de quatro mil substâncias tóxicas, sendo 60 delas comprovadamente cancerígenas.Não existe um nível seguro de consumo. Mesmo aqueles que fumam pouco (até nove cigarros diários), ou os que têm contato com a fumaça em ambientes fechados, têm maior risco de desenvolver um tumor do que os não expostos. Quanto maior a exposição, maior o risco?, completa o Dr. Marcus Valério Frohe de Oliveira.A combinação de cigarro e álcool, então, é uma fórmula amiga dos tipos de câncer da região da cabeça e pescoço.O uso de álcool e tabaco ao mesmo tempo aumenta ainda mais o risco de tumor nessas e em outras localizações,como a faringe e a laringe. Cerca de 90% dos casos de câncer de boca estão ligados a essa dupla, uma vez que o álcool age como solvente das substâncias tóxicas do tabaco, facilitando a sua absorção.O álcool está relacionado a 3% dos casos de câncer.

Má alimentação - No Brasil, observa-se que os tipos de câncer que se relacionam aos hábitos alimentares estão entre as seis primeiras causas de mortalidade da doença. Dados do INCA mostram que o câncer de estômago ocupa o segundo lugar em mortalidade entre homens, sendo São Paulo, Distrito Federal e Belém as cidades onde esse tipo de câncer atinge os mais altos níveis de freqüência do país. Entre os alimentos,há aqueles que se apresentam como fatores de risco e os que têm a função de proteger o organismo. Substâncias ricas em gorduras, como carnes gordas, frituras, maionese, leite integral e derivados, quando consumidas regularmente, parecem aumentar o risco de desenvolvimento de tumores malignos (leia entrevista com Dr. Sidney Federmann nesta edição). O consumo exagerado de gordura também pode alterar os níveis de hormônio no sangue,o que aumenta o risco de contrair câncer de mama.
Uma dieta pobre em fibras está relacionada a um maior risco para o desenvolvimento de câncer de cólon e de reto, possivelmente porque o ritmo intestinal fica desacelerado e favorece uma exposição mais demorada da mucosa aos agentes cancerígenos ingeridos.

As pistas - ?Mas, descobrir quem é o verdadeiro vilão do câncer é um trabalho de Sherlock Holmes. Há vários estudos que dão pistas sobre o que pode estar relacionado ao desenvolvimento de tumores, como comparar os hábitos alimentares das regiões ocidentais e orientais. Descobriu-se, por exemplo, que em países onde a dieta é rica em fibras e isoflavonas e pobre em gordura, como no Japão, há menos casos de câncer de mama e de próstata?, explica a nutricionista paulista Silvana Romanek. Recomenda-se, então, uma dieta composta por dois terços de alimentos de origem vegetal (frutas e verduras), grãos e cereais, e um terço de origem animal, sendo aconselhável comer frituras apenas duas vezes por semana. ?Não se pode tirar a gordura totalmente da dieta. Ela contém ácidos graxos essenciais necessários para diversas reações bioquímicas corporais?,conclui.

Outro conselho é incentivar as crianças, desde cedo,a consumirem verduras,frutas e grãos e cereais, em refeições equilibradas, e a gastarem as energias com atividades físicas. Não se deve induzir o consumo de alimentos diet e light quando não necessário.

 
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